Mr. Brightside
She lightned her cigarret and took a drag before saying: "I'm learning how to hate you" - She said looking into my feet. "You're what?" "Yeah, learning how to hate you, to make it easy to take you off my life" "You want me out of your life?" "No, not in this way, I love you so much but I don't know if all of this are gonna change or if I'll sustand this forever" "What do you mean?" "Well, I took your only imperfection and I'm holding myself so tight on it like it's my safety-valve. And with this little thing I'm gonna try to hate you" "You can't hate me, we're engaged!" "I know, but this is not what I was planning. It's a nightmare! You could have it so much better, but you ruin it. Your attempts to make me the same as you. I'm me and I do'nt wanna be changed. You fell in love with me like this and now being like this is not enough?" "I've never said that!" "You've never said that but you thought and you did it. I wanted so much to be with you forever, I could imagine us..." "So why don't you do it?" "Because I'm not enough for you! I'm feeling like I'm wasting your time. This feeling is killing me inside, more than I'm." "Why you're not looking at my eyes?" "Because if I do it, I'll fall in love with you, it happens all the time. I can't look to you." "Why? Because you'll realize that's the most stupid thing you ever thought? "Yes."
Escrito por R. Priolli às 12h30
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Maybe I'm just deranged
ainda acho que alguem vai escrever uma musica pra mim "please die rafaela" tipo ana's song. Não não, i'm not too important for that. Eu sempre estrago tudo, acho que é mania minha, estragar tudo e entrar num buraco sem fim. Queria poder sentir o fundo do poço, porque ficar caindo e caindo é cansativo. Quero algo palpável, mesmo que seja o pior. É melhor do que ficar caindo, caindo...como alice no tunel ao seguir o coelho. Me sinto péssima.
Escrito por R. Priolli às 19h43
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We're Scientists - It's a hit
I should've known that this would happen from the start This kind of function's gonna have to fall apart But I still don't understand What this whole thing's about And all the words that you said Are somehow stuck in my mouth And this was going so well But I don't know what I did nunca pude imaginar que essa música poderia descrever como eu to agora
Escrito por R. Priolli às 22h17
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put your friendship to the test
é, estando aqui em uberaba com os amigos, que são amigos dos amigos a 3545 anos sempre tem aquela história do fulano na piscina, ou do fulano bebado ou da famosa viagem até sei la onde ou dos aniversários de sei lá quem. é meio desconfortável ouvir isso sabe? Já que não, não tenho histórias LOUCAS da minha adolescencia (que está na reta final), não tenho história doidona daqueles amigos super loucos. Não tenho, analisando assim, por cima meu passado eu não vivi entende? Foram 17 anos vazios, 17 anos que não farão diferença pra ninguém, nem pra mim e nem pro mundo. 17 anos de existencia completamente desnecessária a qualquer pessoa, até para mim. então, as histórias de outros, já sei de cór, as risadas são sempre as mesmas, os personagens são sempre os mesmos. E eu, eu vou transitando de amigos, de cidades, de parentes e nunca acho o meu lugar, nunca terei histórias divertidas, nunca terei momentos históricos, nunca deixarei nada nesse mundo. Então se eu morrer agora, pra quem faria diferença? Para o que faria diferença entende? é um saco descobrir o quã sem graça sou, daquele jeito, igual personagem de filmes sem vida, que a gente até fica com dó de não ter vida, não ter personalidade e não ser nada pra ninguém.
Escrito por R. Priolli às 21h37
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Fingerprints
O meu medo de te perder é tão grande que me tira o sono a noite, que me tira a atenção da vida e me tira do chão. Eu tenho medo de mim, entende? Da minha personalidade, das coisas que eu falo efaço. Tenho medo de ser um poço de veneno. Eu tento me segurar, não ser esse monstro que eu sou, mas as vezes isso é mais forte que eu. Ah, não sei, não sei mesmo..cansei de ser a minha causadora de problemas
Escrito por R. Priolli às 15h17
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O mundo para ele.
Ele era cruel e frio, sim, ele sempre soube que o mundo podia lhe reservar péssimos momentos. Mas ele era mais forte, por isso o mundo nunca o enguliu, por isso ele nunca passou pela apertada garganta do mundo. O mundo adorava brincar com ele, lhe pregando peças, lhe aplicando tormentos e tentando sempre lhe passar a perna num momento de fraqueza para lhe consumir. Mas o rapaz era mais sagaz que o mundo. Ele passava por tudo aquilo com grandes gargalhadas. Nada era impossivel para ele. E isso ele podia provar pra quem fosse, o mundo estava abaixo de seus pés e não sob suas costas.
Escrito por R. Priolli às 01h38
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O mundo para ela.
O mundo, ela morria de medo dele. Ele seu maior inimigo, seu maior assassino. Assassino de sonhos, de amores, de desejos e de felicidades. Ele sempre a impossibilitou de tudo, a culpa era do mundo e de quem mais seria? Ele a levava à lugares inabitáveis, sujos e vazios. O mundo era cinza, era marginalizado. Ela aprendera aqui com dificies liçoes, mas ela nunca desistira dele, sempre o enfrentava de cabeça erguida, mas o mundo foi sacana com ela. Lhe jogou num buraco sem fundo, num universo paralelo e dela levou tudo que um dia amara, tudo que um dia sentira. Ela, graças ao mundo, não sentia, não vivia e não respirava. Ela aprendeu, do pior jeito, que com o mundo não se brinca.
Escrito por R. Priolli às 01h34
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Ele.
Seus caixos estavam bagunçados, proporcionalmente e intensionalmente. Seus olhos tinham um brilho diferente, uma cor nova, quase cinza e seu sorriso quase nunca saia de seu rosto. Sua roupa era bem cuidada, bem lavada e bem passada, demonstrando o carinho de uma mãe coruja. Ele sempre sorria, ele sempre ria, sempre conversava com todos. Era um rapaz maravilhoso, inteligente, entendendor de cinema e de livros. E nunca fugira de nada, nunca se escondera de nada, ele aprendera com a vida a dar a cara a tapa. Ele agora se olhava no espelho, sorrindo para sí e lembrando dos doces dias de outono, dos claros dias de inverno, dos aconchegantes dias de primavera e dos dias excepcionais de verão. Agora ele percebera, ele se tornara tudo aquilo que mais amava, tudo que mais desejava o construia, o fazia ser ele.
Escrito por R. Priolli às 01h28
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Ela.
Seus cabelos estavam grandes, maiores do que pensara. Suas unhas estavam descacadas, com um resto de uma cor estranha e suas olheiras mais profundas. Seu vestido branco estava quase marrom, jogado em seu corpo, mostrando falta de amor e cuidados. Estava vestindo-a apenas, sem simbolismo, sem beleza, só a cobrindo. Seus dedos finos tocavam toda a superfície, daquilo que um dia fora seu sorriso. O espelho era cruel com ela, mostrava tudo que ela tentava ocultar, tentava não se lembrar e se escondia sempre. Tudo aquilo que ela recusou, que ela fugiu e que ela deixara pra trás agora vinham num turbilhão de imagens, sons, cores e cheiros na frente do espelho. Tudo que ela sempre odiara estava ali, grudado nela. Então ela reparou...ela havia se tornado tudo que um dia ela odiara.
Escrito por R. Priolli às 01h22
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O sofrimento é o nosso meio de vida porque é o único meio através do qual temos consciência de existir, a lembrança dos sofrimentos passados nos é necessária como um testemunho, uma prova de que continuamos a manter a nossa identidade. Oscar Wilde
Escrito por R. Priolli às 22h05
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Férias de mim
Não tem ser humano mais odioso do que eu, não tem ser humano mais desnecessario que eu. Não há. E o pior de tudo? É que eu não posso escapar de mim, não posso tirar férias de mim ou até me ignorar. Porque? Alguem me diz porque eu nao posso me esconder de mim, cortar relações comigo? Tirando o fato de ser insuportável a convivencia com quem se odeia.
Escrito por R. Priolli às 18h57
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Oh Admirável Mundo Novo
E relendo esse livro, fiquei - me a pensar, de fato, o modo estruturado da sociedade do livro, dá mesmo pura felicidade, que é o nós sempre procuramos. Mas ao mesmo tempo pensamos, como vivemos em uma sociedade, todos devemos ser feliz certo? Não somos mais ou menos que qualquer ser humano, mas para isso teríamos que ter as mesmas felicidades e praticamente os mesmos pensamentos para "aceitar" essa felicidade nula. Mas é estranho, porque a infelicidade é parte da felicidade, mesmo sendo o oposto dela. Digo, se você não tem a infelicidade você não tem o prazer dos curtos momentos de felicidade. Assim a felicidade vale menos, tendo ela 24 hrs. Acho que eu não aguentaria ser feliz 24 horas, a solidão e a dor nos fazem realmente mais fortes e nos fazem ver coisas maiores, com outros olhos e sentir de outros meios. Eu não prefiro ser feliz ou infeliz. Ambos são extremos, e extremos são demais, machucam, gosto do meio termo de quando é pra sentir dor, eu sinto e quando é pra rir eu rio. Estranho, sou de fato muito estranha.
Escrito por R. Priolli às 18h37
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Era de manhã, eu já havia acordado, eu seguia pela rua, sozinha, como sempre, sozinha. Estou sempre sozinha, isso nunca fora problema, mas se tornou um problema logo depois que eu pensava não estar sozinha. Isso se tornou uma bola de neve que corre atrás de mim e tenho certeza que um dia ela vai me pegar. Mas, vou deixar ela me persiguindo porque passar por isso sozinha eu faço desde sempre.
Escrito por R. Priolli às 19h04
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Não sei, tempo fechado me mata de tédio e me insere numa forma de caos desconhecida por muitos. Só aqueles que convivem com o tempo terrivelmente fechado. Me coloca em contradições internas, e eu não gosto disso. Me deixa contra mim mesma e contra tudo.
Escrito por R. Priolli às 19h41
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Era isso, não havia ninguém na rua, apesar de ser oito horas da manhã.São Paulo consegue ser vazia mesmo com 10 milhôes de pessoas. E tudo se resumia a uma caminhada até o ponto de ônibus, muito vento e um frio horrível. Era isso, isso que eu queria todos os dias, só ter eu a rua, eu e o vento, eu as nuvens encobrindo o sol.
A raiz desbotada, o cabelo despenteado, o olho pintado e as unhas descascadas.Como é díficil, sentar, levantar, respirar, andar.Me sinto sozinha no mundo e pela primeira vez em anos isso não me causa tormento. Me trás paz, de uma forma que nunca senti, me trás calma. São nesses curtos perídos de tempo em que eu penso, que eu começo a conhecer a mim mesma. Alguns meses atrás eu provavelmente estaria mergulhada num profundo caos por estar sozinha no mundo, hoje isso já faz parte, é como um pedaço de mim, e eu gosto.
tão simples mas tão complexo.
Escrito por R. Priolli às 15h01
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